As associações indígenas ligadas ao programa Pacto das Águas, patrocinado pela Petrobras, têm como principal objetivo auxiliar na preservação das florestas e incentivo à produção extrativista, que aumenta a renda das comunidades. Apesar dos benefícios, o Brasil não compreende a dimensão positiva dessas atividades. Esses apontamentos são de Ana Paula Roncoleta, tecnóloga em Agronegócio, em estudo publicado na Revista Eletrônica Documento/Monumento Universidade Federal de Mato Grosso.

No Estudo da Associação indígena Rikbaktsa (Tsirik) Juara – Mato Grosso, Ana Paula, ex-estagiária do Pacto, analisa a estrutura organizacional da associação Tsirik – que trabalha com o extrativismo de castanha-do-brasil, com o objetivo de aumentar a capacidade de produção da amêndoa e comercializá-la através de um preço justo. “Com o trabalho no Pacto, conheci essa associação, que aprendeu, através da instituição, a realizar um bom manejo no extrativismo com o mínimo de impacto ambiental”, conta. Em sua pesquisa, ela apresenta dados de mercado do produto nas regiões do noroeste de Mato Grosso.

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Associação Indígena Rikbaktsa – TSIRIK

A associação foi criada em 2014. Até o início da pesquisa que gerou o artigo, foram realizadas apenas duas safras completas da castanha-do-brasil, de 2014/2015 e 2015/2016. A T.I. Japuíra faz parte de um complexo de Terras indígenas da Etnia Rikbaktsa composta por três áreas: a T. I. Escondido, em Cotriguaçu; T. I. Japuíra, em Juara; e a T. I. Erikbaktsa, em Brasnorte.

A TSIRIK é composta por cerca de 70 associados indígenas e tem como objetivo proporcionar possibilidades de geração de renda com a extração de castanha-do-brasil, além da gestão territorial para manutenção de sua floresta, organização social, mobilização da comunidade.

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