ATUAÇÃO EM RONDÔNIA

Rondônia possui um conjunto de 30 terras indígenas e 25 Reservas Extrativistas, que abrangem 6.689.511,46 de hectares e população de aproximadamente 15 mil pessoas. Em termos de produção de castanhas, de acordo com o IBGE, a produção em 2013 atingiu 1689 toneladas, colocando o estado em quarto lugar no ranking de produção. No estado o projeto atua na Terra Indígena Igarapé Lourdes, onde vivem dois povos (Gavião e Arara) em áreas distintas e na Terra Indígena Rio Branco, onde coabitam os Tupari, Makurap, Aruá, Kanoé, Kampé, Arikapú, Sakirabiak, Djeoromiti (Jaboti), Wayuru e Dyaroy. Os castanheiros desses povos produziram 560 toneladas de castanha, que gerou mais de 2 milhões de reais em renda aos povos.

Diante dessa diversidade cultural, com formas tão distintas de organização social e estágios de compreensão do “mundo dos negócios”, a iniciativa do Pacto das Águas atua na construção de canais de diálogo entre os povos, suas lideranças e suas representações e diferentes atores institucionais e de mercado.

ATUAÇÃO EM MATO GROSSO

Atuando há mais de uma década no Noroeste de Mato Grosso, uma das regiões mais abundantes em recursos naturais do estado, sendo uma área de transição entre floresta e cerrado e rede hidrográfica formada por grandes rios como o Juruena, Aripuanã, Guariba, Roosevelt e Branco, todos tributários da Bacia Amazônica. Ao todo, concentra onze Terras Indígenas com uma extensão territorial de 3.684.140 ha, além da Reserva Extrativista Estadual Guariba-Roosevelt, com área de 164.224 ha e uma população de aproximadamente 300 pessoas.

Nestes últimos o Pacto das Águas vem trabalhando com os índios Rikbaktsa, da Terra Indígena Japuíra, e os índios Cinta Larga do Parque Indígena Aripuanã e a Terra Indígena Serra Morena. Além destes, o projeto atua com extrativistas da Resex Guariba-Roosevelt. Nestes três anos estes povos produziram cerca de 900 toneladas de castanha e obtiveram uma renda de quase 3 milhões de reais.

Desde o início do projeto com patrocínio da Petrobras, em 2003, foram produzidas aproximadamente 3.500 toneladas de castanha, o que gerou renda de quase 10 milhões de reais para os povos indígenas e extrativistas. Outro dado importante é que por meio da assessoria do projeto Pacto das Águas, os povos conseguiram acessar R$ 2,5 milhões da Conab pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Mais importante que esses números é o fato de o projeto ajudar a diminuir o êxodo de populações tradicionais e indígenas, pelo fato de haver possibilidades de emprego e renda a partir de atividades sustentáveis.

O manejo florestal não-madeireiro também fortalece a segurança das terras além de inibir a entrada de atividades ilícitas por terceiros, como o garimpo e a extração madeireira. Ou seja, além de evitar o desmatamento das áreas de produção sustentável, também foi fortalecida a organização política e social dos índios e seringueiros.

Share This